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Pit Bulls, mocinhos ou vilões? :: Meu Bicho em Casa


 

    Fiz questão de começar essa série de informações sobre as raças mais comuns no Brasil por essa raça tão envolvida em polêmicas.

    Inegavelmente, os Pit Bulls são animais dotados de grandes potencial ofensivo e força física. Sendo assim a pergunta que não se cala é a seguinte: “esses atributos fazem dessa raça uma linhagem de assassinos?”.

    A resposta para essa pergunta é NÃO!

    Posso assegurar que esta é uma raça naturalmente muito dócil e amigável, mas o temperamento de cada individuo será determinado pela forma como os proprietários irão direcionar a criação do animal. 

    Devido às suas características de potencial ofensivo e força física, há pessoas que “treinam” Pit Bulls desde muito jovens para transformá-los em verdadeiras “máquinas mortíferas”. Esses “treinamentos” envolvem muitas crueldades como deixar o animal por longos períodos acorrentados no escuro, incentivá-los a ficarem dependurados por muito tempo em pneus através da mordida, dentre outras barbaridades. A intenção quando se praticam esses absurdos é tornar o animal neurótico e agressivo, características muito desejadas no mundo dos “PIT BOYS” que, criminosamente, utilizam esses cães nas lutas em rinhas que normalmente acabam com pelo menos um animal morto ou gravemente ferido.

    Eu gosto de comparar os Pit Bulls com os carros, por exemplo. Vejamos… Um carro, naturalmente, existe para facilitar a vida das pessoas proporcionando maiores rapidez e conforto diminuindo o tempo gasto em um determinado trajeto. Porém se for utilizado por uma pessoa mal intencionada ou mal preparada esse invento maravilhoso torna-se uma arma com grande poder de destruição podendo causar tragédias. É o que acontece quando pessoas assumem a direção de um carro após ingerir bebidas alcoólicas ou promovem “rachas”. Com os Pit Bulls o raciocínio é o mesmo. Se o cão for criado por uma família disposta a dar todo carinho e respeito que todo animal merece bem como dar-lhes as condições requeridas pela própria raça (como disponibilização de muito espaço, interação com humanos, exercícios físicos ADEQUADOS e regulares), a tendência é que ele se torne um amável integrante da família, convivendo muito bem com todos ao redor, sem maiores riscos de agressividade gratuita. Caso o cão tenha a infelicidade de cair nas mãos de irresponsáveis que visem apenas transformá-lo em um ser agressivo e destrutivo, as coisas podem ficar muito ruins afinal, despertar uma má índole em um animal com tanto potencial é, com certeza, desenvolver uma fera quase indomável.

    Algo importante a ser observado pelos proprietários de Pit Bulls é que por mais dóceis que eles sejam, nem sempre eles são tolerantes com a presença de outro animal. Por esse motivo aconselho os proprietários, a SEMPRE que saírem de casa com o seus cães, a utilizarem coleira, guia e focinheira além de se certificarem de que dispõem de força física suficiente para controlar o animal. Outra dica importante é manter distância segura e vigilância adequada quando crianças houver crianças, pois mesmo sendo dóceis os Pit Bulls, assim como qualquer outro animal, podem sentir-se ameaçados diante de uma possível brincadeira e revidar, o que pode ocasionar em acidentes.

    Em suma, os Pit Bulls não fogem às regras das demais raças de cães quanto a periculosidade. Podem ser tão dóceis ou tão agressivos como qualquer outro cão. O que irá determinar o temperamento é a conduta do adotada pelo criador, embora deve-se atentar ao fato de que eles são animais com grande força física e que se atacarem pra valer podem ocasionar grandes estragos.

    Eu recomendo, sim, a criação de cães da raça Pit Bull, desde que alguns alguns requisitos sejam cumpridos pelo interessado, dentre eles:

1- Disponibilidade de tempo para interagir com o animal e garantir a sua socialização.

2- Disponibilidade de uma grande área para destinar ao animal. Essa área deve ser também reconhecidamente segura contra acidentes envolvendo estranhos à convivência do animal.

3- Possibilidade financeira para arcar com as despesas (alimentação, vacinação e se possível, adestramento).

4- Não desejar o animal apenas para tê-lo como um objeto de ostentação/intimidação.

5- Saber respeitar o animal como um organismo vivo, dotado não só de instintos como também de sentimentos.

    Assim como em qualquer outro aspecto da vida o preconceito em torno dos Pit Bulls deve ser eliminado e a única forma disso acontecer é através da conscientização da população, tornando públicas todas as características e possibilidades dessa raça magnífica.

 



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